Cruzámos o horizonte e entrámos num universo
Paralelo a este em que nos encontramos
Mais avançado do que qualquer outra coisa
Vamos avançar para lá das barreiras impostas
Pela sociedade psicótica em que vivemos
Vem comigo, e vamos embora daqui
sexta-feira, 29 de julho de 2011
quarta-feira, 27 de julho de 2011
Tecto
O céu escureceu por cima de nós
Apareceste outra vez, como uma miragem
Uma miragem que fica no tecto mais escuro que pode haver
Por cima das nossas cabeças
Por cima de mim, e de ti
Por cima de qualquer outra pessoa
O sol nunca mais irá romper neste céu
Porque tu, não estás a meu lado
Aqui, para testemunhares tudo.
Apareceste outra vez, como uma miragem
Uma miragem que fica no tecto mais escuro que pode haver
Por cima das nossas cabeças
Por cima de mim, e de ti
Por cima de qualquer outra pessoa
O sol nunca mais irá romper neste céu
Porque tu, não estás a meu lado
Aqui, para testemunhares tudo.
sábado, 23 de julho de 2011
Despedida
Vamos ser imbatíveis
Vamos voar daqui para fora
E não mais voltar
Tentar ser imortais
E não derramar sangue em vão
Por mim, ou por ti
Hoje tentamos voar, amanhã tentamos ser diferentes
Vamos fugir de todos e viver isolados deste mundo
Do outro lado
Vamos voar daqui para fora
E não mais voltar
Tentar ser imortais
E não derramar sangue em vão
Por mim, ou por ti
Hoje tentamos voar, amanhã tentamos ser diferentes
Vamos fugir de todos e viver isolados deste mundo
Do outro lado
Elevador
Vou fugir
Para não ter que estar
Assim tão débil a tudo o que se passa
Eles não te dizem nada
Não entendes o que se passa à tua volta
O mundo paira sobre a tua cabeça
É uma questão de segundos até ele cair
Em cima de ti, de mim, ou de qualquer outra pessoa
Pode ser agora, pode ser depois, não sabemos.
Para não ter que estar
Assim tão débil a tudo o que se passa
Eles não te dizem nada
Não entendes o que se passa à tua volta
O mundo paira sobre a tua cabeça
É uma questão de segundos até ele cair
Em cima de ti, de mim, ou de qualquer outra pessoa
Pode ser agora, pode ser depois, não sabemos.
sexta-feira, 22 de julho de 2011
Explosões no Céu
Não há nada que te possa dizer
Não há nada que te possa dar
Não tenho valor
Este mundo monótono é um ciclo vicioso
De tudo o que o ser Humano formou
Não há ideias fixas para ninguém
Tudo sente a falta de alguma coisa
No meu caso
Essa coisa és tu
Não há nada que te possa dar
Não tenho valor
Este mundo monótono é um ciclo vicioso
De tudo o que o ser Humano formou
Não há ideias fixas para ninguém
Tudo sente a falta de alguma coisa
No meu caso
Essa coisa és tu
Incêndio Cómodo
Fecho os olhos
E sinto tudo desmoronar-se
Tento entender qual a razão para isto acontecer
Abro os olhos, e tento ver o que me queima por dentro
Arde tanto, apaga isto, apaga
Só tu conseguirás apagar isto
És a única solução para tudo isto se resolver
Volta aqui e resolve tudo
Até aquilo que não consegues
E sinto tudo desmoronar-se
Tento entender qual a razão para isto acontecer
Abro os olhos, e tento ver o que me queima por dentro
Arde tanto, apaga isto, apaga
Só tu conseguirás apagar isto
És a única solução para tudo isto se resolver
Volta aqui e resolve tudo
Até aquilo que não consegues
quinta-feira, 21 de julho de 2011
Fórmula Resolvente
Conheci-te ali, naquela esquina
Ali, onde tudo pára
Tudo começa, e tudo acaba
As pessoas param e tentam resolver
O enigma que paira no ar
A passagem para outra dimensão
Outra dimensão, que não esta onde vivemos
Ouvi dizer que para lá daquele sítio
Não se sente nada, quero ir para lá, quero ir.
Ali, onde tudo pára
Tudo começa, e tudo acaba
As pessoas param e tentam resolver
O enigma que paira no ar
A passagem para outra dimensão
Outra dimensão, que não esta onde vivemos
Ouvi dizer que para lá daquele sítio
Não se sente nada, quero ir para lá, quero ir.
Auto-Retratos do Instinto
Hoje vi-te num pedaço de espelho
Vi-te a meu lado, num reflexo imperfeito
Da tua figura
Consegui retratar tudo
O que vi, senti, toquei
Toda a gente te rejeita
Apesar de saberes que eu
Estou cá sempre para ti
Nunca te quero deixar
Vi-te a meu lado, num reflexo imperfeito
Da tua figura
Consegui retratar tudo
O que vi, senti, toquei
Toda a gente te rejeita
Apesar de saberes que eu
Estou cá sempre para ti
Nunca te quero deixar
quarta-feira, 20 de julho de 2011
Promessas
Esconder a desilusão
Depois de amar
E as tuas ideias irrisórias
E se vires, quem manda, quem dita as leis
Olha para cima, e verás a luz do Sol
Diz-lhe que à noite também somos alguém
Vamos destruir o império feito para amar
Somos um rectângulo azul a crescer sobre o mar
Havemos de ser absolutos.
Depois de amar
E as tuas ideias irrisórias
E se vires, quem manda, quem dita as leis
Olha para cima, e verás a luz do Sol
Diz-lhe que à noite também somos alguém
Vamos destruir o império feito para amar
Somos um rectângulo azul a crescer sobre o mar
Havemos de ser absolutos.
Mãe
Mãe, eu quero estar sozinho
Mãe, eu quero resolver isto
Mãe, eu vejo-te em todo o lado, mãe
Não sou só este maldito sofrimento que sentes por dentro
Hoje sentes-me, amanhã podes-me tocar
Não há razão para tanto sofrimento
Vamos partir por entre as arrecuas que me deste
Vamos partir e não voltar
Vamos inventar o mar de volta
Mãe, eu quero resolver isto
Mãe, eu vejo-te em todo o lado, mãe
Não sou só este maldito sofrimento que sentes por dentro
Hoje sentes-me, amanhã podes-me tocar
Não há razão para tanto sofrimento
Vamos partir por entre as arrecuas que me deste
Vamos partir e não voltar
Vamos inventar o mar de volta
terça-feira, 19 de julho de 2011
Untitled
Sleep will come to weary eyes
That’s the time the blood moon cries
When night draws in and down goes day
You can wish the shadows away
If you can hear a silent cry
Speak no more, no word or why
When birds are quiet and the day was fled
The hour has come to go to bed.
That’s the time the blood moon cries
When night draws in and down goes day
You can wish the shadows away
If you can hear a silent cry
Speak no more, no word or why
When birds are quiet and the day was fled
The hour has come to go to bed.
Utopia
Sinto a cabeça cair
E o corpo paira no ar
Espera por uma melodia para falecer com precisão
Passo por ti e tu levitas
Levitas-me a mente, o corpo e alma
A corda prende-te o pescoço e não mais respiras
Não há palavras tuas que iluminem as trevas onde vivo
Só tu as podes iluminar, com o teu jeito de ser
Só por estar, deixas-me cair
E eu penso em ti
Durante a queda
Um milhão de ideias esmagam-me os neurónios
E o corpo paira no ar
Espera por uma melodia para falecer com precisão
Passo por ti e tu levitas
Levitas-me a mente, o corpo e alma
A corda prende-te o pescoço e não mais respiras
Não há palavras tuas que iluminem as trevas onde vivo
Só tu as podes iluminar, com o teu jeito de ser
Só por estar, deixas-me cair
E eu penso em ti
Durante a queda
Um milhão de ideias esmagam-me os neurónios
segunda-feira, 18 de julho de 2011
Ruina Esporádica
Sentimos o ar a incidir na cara
Tentamos perceber o que se passa
Olhamos para cima e vimos um reboliço
Metemos as ideias dentro de um saquinho
Para não mais usar, ver ou exprimir
O que tentamos compreender entre linhas
Neste mundo sem fim
Neste coração atravessado de espigões
Morro mais uma vez, por ti
Tentamos perceber o que se passa
Olhamos para cima e vimos um reboliço
Metemos as ideias dentro de um saquinho
Para não mais usar, ver ou exprimir
O que tentamos compreender entre linhas
Neste mundo sem fim
Neste coração atravessado de espigões
Morro mais uma vez, por ti
domingo, 17 de julho de 2011
Príncipio Do Fim
Estou aqui, pasmado
À espera de te ter
Preciso de estar contigo
Necessito de te contar o que se passou
Porque estás aí, tão longe, mas também tão perto
Hoje senti-te dentro de mim
Não sei porque te escrevo isto
Lembro-me de ti aqui
A meu lado, debaixo da chuva do Inverno
À espera de te ter
Preciso de estar contigo
Necessito de te contar o que se passou
Porque estás aí, tão longe, mas também tão perto
Hoje senti-te dentro de mim
Não sei porque te escrevo isto
Lembro-me de ti aqui
A meu lado, debaixo da chuva do Inverno
Anjo Branco
Passaram-se horas e dias sem te ver
Queria-te ter
Preciso de ti mais do que nunca
Agora, depois
É igual, todos os segundos contam, neste planeta desigual
Tento compreender o que pensas
Mas sem te ter
Como é possível, compreender sem te ter?
Agir, sem perceber nada do que fazer.
Queria-te ter
Preciso de ti mais do que nunca
Agora, depois
É igual, todos os segundos contam, neste planeta desigual
Tento compreender o que pensas
Mas sem te ter
Como é possível, compreender sem te ter?
Agir, sem perceber nada do que fazer.
sábado, 16 de julho de 2011
Meia Luz
Talvez seja de mim, talvez seja de ti
Não percebo qual das partes está a ceder
Tentamos ofuscar as trevas
Com a força da nossa mente
Ouvimos um chamamento vindo de cima
É Ele, chama-te
Vai ter com Ele, vê-o a meia luz
Chama-me agora
Não há razão para tanto sofrimento.
Não percebo qual das partes está a ceder
Tentamos ofuscar as trevas
Com a força da nossa mente
Ouvimos um chamamento vindo de cima
É Ele, chama-te
Vai ter com Ele, vê-o a meia luz
Chama-me agora
Não há razão para tanto sofrimento.
sexta-feira, 15 de julho de 2011
Noite
Sozinho na noite
Está frio e este deserto negro confunde-me
Eu quero ficar sozinho
Eu quero pensar mais
Perceber a razão do que aconteceu
Porquê, porque é que tinha de acabar assim?
Vivemos juntos e ao mesmo tempo longe
Perecemos perante o mais mitológico Deus
E ele dá-nos a benção que finalmente queríamos, para sempre juntos.
Está frio e este deserto negro confunde-me
Eu quero ficar sozinho
Eu quero pensar mais
Perceber a razão do que aconteceu
Porquê, porque é que tinha de acabar assim?
Vivemos juntos e ao mesmo tempo longe
Perecemos perante o mais mitológico Deus
E ele dá-nos a benção que finalmente queríamos, para sempre juntos.
Qualquer Coisa
A luz ofusca-me e não consigo ver
Qualquer coisa que faças
Qualquer coisa que digas
É tudo em vão
Não te consigo ver aqui de cima
Sinto arrepios quando o ar me incide na cara
Tento o vento como vela
Escrevo-te este texto
Para mais tarde de lembrares de mim
Qualquer coisa que faças
Qualquer coisa que digas
É tudo em vão
Não te consigo ver aqui de cima
Sinto arrepios quando o ar me incide na cara
Tento o vento como vela
Escrevo-te este texto
Para mais tarde de lembrares de mim
quinta-feira, 14 de julho de 2011
Véu
Estou sentado a escrever isto para ti
Apesar de saber que não ouves
Tento perceber o que dizes apesar de não te ouvir
Vi-te num véu que se dissipou ao toque
Pereci perante a tua figura etérea
Toco na luz que vi
Encontro-te a ti
Nua, num relâmpago
Da trovoada mais forte de Outono
Apesar de saber que não ouves
Tento perceber o que dizes apesar de não te ouvir
Vi-te num véu que se dissipou ao toque
Pereci perante a tua figura etérea
Toco na luz que vi
Encontro-te a ti
Nua, num relâmpago
Da trovoada mais forte de Outono
Parede
Encostas-te à janela e perdes horas a pensar
Roubas-lhes o chão
Limpas-lhes as ideias e os sonhos
Assusto-me com a tua sombra
Parece real naquela parede
A estrada fica estreita
E tu deslizas
Ficas perdida, e atordoada
Encontram-te morta.
Roubas-lhes o chão
Limpas-lhes as ideias e os sonhos
Assusto-me com a tua sombra
Parece real naquela parede
A estrada fica estreita
E tu deslizas
Ficas perdida, e atordoada
Encontram-te morta.
quarta-feira, 13 de julho de 2011
Reducto
Lembro-me de te ver aqui
És um reducto de outro tempo na minha cabeça
Não me consigo esquecer de ti
Encosto-me a um canto com uma caneta e um bloco de notas
E redijo-te este poema, sentado nas pedras frias da calçada
O céu cobre-se de nuvens e a chuva começa a cair
Hoje vi-te na calçada
Vulnerável a tudo, e todos
Eras um cachorro à procura da mãe.
És um reducto de outro tempo na minha cabeça
Não me consigo esquecer de ti
Encosto-me a um canto com uma caneta e um bloco de notas
E redijo-te este poema, sentado nas pedras frias da calçada
O céu cobre-se de nuvens e a chuva começa a cair
Hoje vi-te na calçada
Vulnerável a tudo, e todos
Eras um cachorro à procura da mãe.
Efémera
Olhei para trás, vi o passado
Vi-te a ti, junto a mim a rir, feliz
Foi uma sensação efémera
Tudo não passou de um sonho
Um maldito sonho, que eu construí
Como um puzzle de pequenas peças
Que colidem entre si
Formulando a fórmula que existe
Para decifrar o nosso amor.
Vi-te a ti, junto a mim a rir, feliz
Foi uma sensação efémera
Tudo não passou de um sonho
Um maldito sonho, que eu construí
Como um puzzle de pequenas peças
Que colidem entre si
Formulando a fórmula que existe
Para decifrar o nosso amor.
Lisboa Suicida
Ruas, ruas, ruas
Despidas de alto a baixo, sujas e expostas
Ao mundo, a toda a gente
Aí eu te encontro, sossegada num reboliço
Num retinir de metais e de buzinas acelaradas
Estás tu pasmada, chocada
Houve uma morte, a curva levantou voo
Morreu, acordou
Era só um pesadelo.
Despidas de alto a baixo, sujas e expostas
Ao mundo, a toda a gente
Aí eu te encontro, sossegada num reboliço
Num retinir de metais e de buzinas acelaradas
Estás tu pasmada, chocada
Houve uma morte, a curva levantou voo
Morreu, acordou
Era só um pesadelo.
terça-feira, 12 de julho de 2011
Páginas Marcadas
Não disse nada, estava amordaçado
Devorei as palavras cruas e frias que ia proclamar
Hoje virei a página e vi-te do outro lado
Por mais que tente não te consigo esquecer
Estás dentro de mim até eu perecer
Pereço agora, vivo depois
Viro outra página encontro-nos lá
Juntos e abraçados
Apaixonados por uma mágoa que reside dentro de nós.
Devorei as palavras cruas e frias que ia proclamar
Hoje virei a página e vi-te do outro lado
Por mais que tente não te consigo esquecer
Estás dentro de mim até eu perecer
Pereço agora, vivo depois
Viro outra página encontro-nos lá
Juntos e abraçados
Apaixonados por uma mágoa que reside dentro de nós.
segunda-feira, 11 de julho de 2011
Melodia Etérea
Hoje encontrei-te ensopada em água
No meio da rua, lá estavas, molhada, rasgada e nostálgica
Estavas num canto, sentada a ouvir uma melodia etérea vinda de cima
Produzida por Deuses gregos ou romanos
Neste mundo é dificil viver sem se ser incomodado
Porém, o mundo é grande e em todo o lado se vive
És mais uma vitíma da sociedade
Das regras de conduta que foste obrigada a aprender
Vivemos longe.
No meio da rua, lá estavas, molhada, rasgada e nostálgica
Estavas num canto, sentada a ouvir uma melodia etérea vinda de cima
Produzida por Deuses gregos ou romanos
Neste mundo é dificil viver sem se ser incomodado
Porém, o mundo é grande e em todo o lado se vive
És mais uma vitíma da sociedade
Das regras de conduta que foste obrigada a aprender
Vivemos longe.
Ambos sabemos
Ambos sabemos que tens medo de mim e medo de ser feliz
E ambos sabemos que, à tua maneira, tu me amas
Apesar das tuas desculpas inúteis de todos os medos, de todas as dúvidas
Nem preciso de fechar o coração, já está trancado há muito
Há tanto que já me esqueci do código de acesso
Mas não o suficiente para ele me ter saído do peito.
E ambos sabemos que, à tua maneira, tu me amas
Apesar das tuas desculpas inúteis de todos os medos, de todas as dúvidas
Nem preciso de fechar o coração, já está trancado há muito
Há tanto que já me esqueci do código de acesso
Mas não o suficiente para ele me ter saído do peito.
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