domingo, 21 de agosto de 2011

Lanterna

A chuva cai
E não tende em dissipar-se
Estou debaixo dela

A pensar em ti, a escrever-te isto
Para ver se me recordo
Do que passei contigo

Do que fomos há um tempo atrás
Somos tudo, não somos nada
Hoje já se acabou

Linhas

Olhei pela janela
Vi um raio de sol etéreo
Que iluminou momentaneamente as minhas trevas

Onde nenhuma luz chega
Onde já não há verão, nem inverno
Onde já nada faz sentido

E é assim, como vivo
Talvez seja só de mim
Ou é de mais alguém?

domingo, 14 de agosto de 2011

V

Roubas-lhes os sonhos
Tiras-lhes o pensamento
Com esse teu jeito de ser

Ensina-me a ser assim
Como tu, ele ou todos nós
E eu serei imbatível

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Segue

És a que eu sigo
Sigo para o meio das cinzas
Cinzas que são dardos cravados no meu peito

Fico sossegado
E oiço o teu sussuro doce
Ao meu ouvido

Mas tento sossegar
Para tentar dormir para sempre
E ir ter contigo outra vez

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Sem Amanhã

A chuva cai
E sinto-me a levitar
Para outro sítio

Que não este onde estou
Não me vejo mais aqui
Sem ti, sem ele, ou sem ninguém

Vou ter contigo dentro em breve
Aí a cima
Apagar a dor que sinto dentro de mim